Atualidade
Mais uma reviravolta nas negociações entre sindicatos e Ministério da Saúde: A Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE) enviou hoje um pré-aviso de greve, anunciando uma paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 23 de outubro. A decisão foi tomada depois de saber que não iria haver reunião com o Ministério para discutir o novo memorando.
Os enfermeiros acreditam que o seu trabalho está a mudar o mundo. A conclusão é de um estudo desenvolvido pela PayScale, empresa norte-americana de recursos humanos, que inquiriu 1,4 milhões de ex-universitários de 1.016 faculdades americanas.
Após nova reunião com o Ministério da Saúde, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) suspendeu a greve agendada para os dias 3, 4 e 5 de outubro. O Sindicato dos Enfermeiros (SE) também adiou a entrega do seu pré-aviso de greve, que estava prevista para meados do mês, dado que o ministério ficou de lhe enviar um novo memorando negocial.
O bastonário da Ordem dos Médicos voltou a apelar ao Governo para resolver o problema dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia (EESMO), pois - afirma - a situação nos blocos de parto "está no limite" e já "há conflitos entre médicos e enfermeiros".
O Governo propôs um subsídio de 150 euros para os enfermeiros especialistas como medida transitória, até à negociação das carreiras em 2018, mas os enfermeiros consideraram a proposta "insuficiente" e exigem um aumento mínimo de 400 euros para todos, caso contrário partem para nova greve. O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, diz que é um valor "absolutamente incomportável".

